segunda-feira, 6 de junho de 2016

Empreender ou empregar-se?

Fonte:www.administradores.com
Empreender ou empregar-se? 
Daniel Lima*

     No Brasil, diferente do pensamento norte-americano, o empregado é visto comoa parte mais fraca na relação entre empregador e empregado. Talvez isso se justifiquepelo nosso contexto histórico marcado por grandes desigualdades sociais. O fato é queos poderes legislativo e judiciário garantem uma série de direitos ao empregado taiscomo férias, décimo terceiro salário, vale transporte, auxilio maternidade, fundo degarantia, seguro desemprego, entre tantos outros.

     E diante do dilema “empreender ou empregar-se”, muitos colocam a sede porautonomia na balança, porém, os benefícios supra citados fazem a balança pender para lado da segurança e estabilidade, especialmente para aqueles que possuem um perfilconservador e apresentam indisposição para assumir riscos. No entanto, em período decrise, a destituição dos tais direitos ocasionada pelo desemprego restaura o equilíbrio dabalança. Surge o empreendedorismo por necessidade.

     Desprovido de competências administrativas essenciais para boa gestão donegócio, o empreendedor por necessidade torna-se suscetível às estatísticasdesfavoráveis acerca da prosperidade de sua empresa. Talvez devesse se espelhar emum dos primeiros empreendedores que surgiram: o produtor rural, cujo ritual de plantioe colheita consiste em investir na compra da semente primeiro; empregar seu trabalhono plantio a despeito dos riscos oriundos das adversidades climáticas e; realizar acolheita recuperando o investimento inicial no médio prazo e retirando sua margem delucro sem esquecer de reservar uma parcela do faturamento para reinvestir na compra denovas sementes para a próxima safra.

     Em suma, a dúvida entre “empreender ou empregar-se” reflete um conflito entre os valores pessoais da autonomia e estabilidade. Enquanto para o empreendedor risco é ter que conviver com a possibilidade constante de ser demitido, para o empregado é não ter uma organização que o proteja. A ausência de mecanismos de fiscalização sobre o cumprimento de horário, objeto de desejo do empregado, transmite uma falsa sensação de liberdade, pois o senso de responsabilidade do empreendedor e seu comprometimento com o trabalho é muito mais forte do que qualquer vinculo empregatício formal.



*Daniel Lima
É formado em Secretariado Executivo Bilíngue pela UPF em 2005. Pós-graduado em Comércio e Relações Internacionais pela UCS em 2007 (incluindo módulo internacional na UADE - Universidad Argentina de la Empresa em Buenos Aires/Argentina). Mestre em Administração pela UFRGS em 2014 (incluindo módulos internacionais na HEC - Hautes Etudes Commerciales em Paris/França e EADA - Escuela de Alta Direction y Administracion em Barcelona/Espanha). Doutorando em Administração pela USCS - Universidade de São Caetano do Sul (SP) em andamento. CARGO ATUAL: Diretor do CCAA.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

A paixão por secretariar

                               Fonte: www.salariobr.com

A paixão por secretariar

Vanessa Silva Alves*


Vou começar minha participação falando sobre um sentimento que pra mim é o que pode mover montanhas, a paixão. E o que paixão e secretariado têm em comum, pois bem, vamos lá.

Todos nós sabemos que para ser um bom profissional algumas características são essenciais como manter-se atualizado, ser flexível, boa comunicação, conhecimentos em outro idioma e muito mais. O secretariado assim como qualquer outra profissão tem suas dificuldades e nós, os profissionais, idem. Às vezes, por não estarmos em um ambiente propício para evoluir não nos sentimos valorizados, não temos uma remuneração de acordo com nosso trabalho, enfim, inúmeros fatores podem desmotivar um profissional, fazendo, talvez,  duvidar se estamos no caminho certo.

Mas esse sentimento que citei no início, a paixão, deixa uma fagulha de esperança acesa e mesmo com dúvidas e abaixo de mau tempo, você sente que é isso que realmente quer. Acredito que todos já passaram por esse momento, eu passei recentemente, por isso neste primeiro post gostaria de compartilhar com vocês uma carta. Ao final, explicarei do que se trata.

“Ser Secretária
Ser secretária para mim é fazer o que amo, pois sou simplesmente apaixonada por esta profissão. Amo porque me propícia muitos conhecimentos, me faz conhecer pessoas e o mais importante ajudá-las. Desde pequena sempre tive uma tendência a observar para aprender o que consequentemente me levaria a ajudar e acho que esse ímpeto me levou a buscar a profissão e não me vejo atuando em outra área. Sinto-me completa, completa porque sendo uma profissional qualificada consigo ser gestora, planejar, assessorar, mediar, consigo fazer marketing, network, consigo fazer e servir um café, aliás, não tem nada de mais nisso, se tiver que fazer um café, faça o melhor café da sua vida, enfim eu ajudo. Ajudo um executivo a chegar onde ele quer.
Ser secretária é combinar eficiência com sensibilidade, porque nós conseguimos enxergar as necessidades de nossos superiores nos olhos deles”.


Essa carta eu entreguei a selecionadora no último processo seletivo que participei. Após aquele mau tempo conquistei outra oportunidade. Para reverter esta fase procurei ajuda, passei por algumas sessões com profissionais que me ajudaram a me reencontrar e sabe a fagulha? Virou uma fogueira, novamente. Por quê? A paixão estava dentro de mim, nunca desapareceu.








Vanessa Silva Alves*
Graduada em Secretariado Executivo Trilíngue pela Universidade Luterana do Brasil, ULBRA (2013), atua no secretariado à 12 anos com registro profissional nº 2244 SRTE/RS. Contato: vanes.secretaria@gmail.com

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Secretariado Executivo e o aprendizado da Língua Inglesa

Fonte:http://www.dicasdecurriculo.com.br



Secretariado Executivo e o aprendizado da Língua Inglesa




Rosimeri Miranda*

Minha caminhada no aprendizado do inglês se resume em cinco anos de estudo. Quando iniciei em 2011 não tinha conhecimento algum a não ser o pouco que aprendi durante o ensino médio. Nestes cinco anos aprendi muita coisas, não somente específicas da língua, mas também questões culturais e geográficas que são aprendizados que o inglês também nos proporciona. A partir de então percebo que há um longo caminho a seguir, pois sempre há algo novo para aprender, além de, no caso de parar de estudar, o conhecimento se perder.

Ainda não tive a oportunidade de realizar intercâmbio, cuja experiência é enriquecedora e válida no aprendizado e fixação de um novo idioma. Para quem tem ou tiver a oportunidade de viajar para o exterior, deve aproveitar, mas também não deixar de seguir estudando e tendo contato com a língua estrangeira.

As dicas que julgo importantes compartilhar sobre o estudo da Língua Inglesa é dedicar pelo menos dez minutos de estudo da língua por dia, isso ajuda você a não perder o contato com a mesma, não deixando assim o aprendizado já adquirido se perder e ainda proporcionando facilidade na aquisição de novos conhecimentos. Assistir filmes em inglês sem legendas ou com legendas em inglês, mesmo sendo difícil o entendimento deve-se insistir para aprimorar a habilidade de ouvir (listening), ler livros e textos em inglês e também fazer exercícios de gramática e vocabulário, são todas ações que ajudam no aprendizado do inglês.

O domínio da língua estrangeira na atualidade deixou de ser um diferencial mas sim uma necessidade no mercado de trabalho, e para o profissional de Secretariado Executivo não é diferente. As empresas com suas relações internacionais aumentando a cada dia, logo acabam buscando a habilidade da língua estrangeira nos Secretários Executivos e demais profissionais. No meu caso, muitas oportunidades e portas se abriram devido ao fato de ter formação em inglês. A partir de então trabalhei em uma multinacional cuja experiência foi enriquecedora, tendo constante contato com estrangeiros, documentos em idioma estrangeiro para tradução e versão e outras atividades relacionadas com o idioma. Agora atuo em uma empresa que é importadora e montadora de máquinas, sendo assim, as vezes, tenho contato com o inglês em e-mails e ligações.

Conhecimento de um idioma estrangeiro é extremamente importante na atualidade, mas como já foi citado não é tarefa fácil, sendo assim exige esforço, dedicação e disciplina de cada um, e tenho certeza da importância dos profissionais de Secretariado Executivo buscarem formação adicional em um idioma estrangeiro, abrindo um leque de novas oportunidades de crescimento e ainda a possibilidade de se comunicar com o mundo!




Rosimeri Miranda*

*pós - graduanda pelo curso de especialização em Assessoria Executiva – UPF. Graduada em Secretariado Executivo, 2015 – UPF. Atualmente Secretária na Maxloader Indústria e Comércio de Máquinas.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Dicas: Disposição de bandeiras


Disposição de bandeiras


O uso da Bandeira Nacional está regulado pela Lei Nº 5.700, de 01/09/1971. Ela ocupa sempre o centro, ou seja, o lugar de honra. Com base nela são colocadas as demais, por ordem de precedência partindo da direita.

Como dispor de forma correta as bandeiras?

O primeiro item a se observar é quantas bandeiras serão colocadas.

a) Se for número par não existe centro, portanto a mais importante fica à direita de um centro hipotético.

A posição direita ou esquerda com relação à colocação das bandeiras é sempre vista posicionando-se no lugar da bandeira e olhando para a plateia.



b) Se o número de bandeiras for ímpar, há, portanto um centro que será ocupado pela bandeira brasileira.






Fonte: www.itfuture.com.br


Por que Inteligência Emocional para Profissionais de Secretariado?



Bete D´Elia*


Porque essa competência é vital para ter equilíbrio, desenvolver e sedimentar relacionamentos saudáveis, trabalhar sob pressão,  sem prejuízo da produtividade, lidar com perfis heterogêneos, atendendo , entendendo e superando expectativas.

A aquisição e desenvolvimento da Inteligência Emocional vai possibilitar uma ação como agente facilitador da infraestrutura organizacional , otimização do assessoramento aos Executivos e, principalmente, do fluir saudável e qualitativo  das relações humanas,  nos momentos em que for necessário um conhecimento extra, para solucionar problemas e conflitos.

Inteligência emocional é a capacidade de perceber, avaliar e expressar de maneira adequada uma emoção, de gerar pensamentos e sentimentos, que facilitem a compreensão de si mesmo, dos outros e de crescer com essas experiências.

É a base para tomar decisões sensatas.

É a habilidade de escutar tanto as informações racionais quanto os instintos.

Durante muitas e muitas décadas, houve a supremacia da razão, privilegiando que as pessoas se aperfeiçoassem na parte intelectual e fossem totalmente ignorantes emocionalmente.

Hoje, podemos afirmar que as emoções estão sendo reconhecidas e aceitas no mundo pessoal e profissional.

A Inteligência Emocional , conhecida como QE (Coeficiente Emocional), representa atualmente 80% nas possibilidades de sucesso das pessoas , na vida  pessoal e profissional. O QI, coeficiente intelectual,  representa apenas 20%.


Graças ao trabalho de vários estudiosos e pesquisas cientificas, o valor e a influência da emoção passaram a ter credibilidade;  a emoção deixou de ser tratada como assunto de caráter apenas subjetivo.

Dentre os vários experts que conferiram tratamento cientifico à emoção, podemos destacar Daniel Goleman, pelos vários livros escritos a respeito, pesquisas e trabalhos realizados, tanto,  individualmente,  como com outros famosos autores, entre os quais citamos Dalai Lama.

Segundo Daniel Goleman (1995), os passos para aprender e exercitar a Inteligência Emocional são cinco.Todos são comportamentais,   complexos e desenvolvidos gradativamente.

  1. Autoconhecimento: representa a percepção do que se está sentindo e a permissão para sentir.
  2. Administração das emoções:  Significa expressá-las de forma adequada, para todos os envolvidos, em determinada situação.
  3. Empatia:  é sentir o que o outro está sentindo, sem que ele precise falar.
  4. Automotivação: A palavra motivação significa “motivo para a ação”. Quem tem motivos para agir e viver, normalmente, lida bem com as suas emoções.
  5. A arte do relacionamento. É entender de gente. .É aceitar as pessoas como elas são, sem emitir juízo de valor. É aprender a lidar com a diversidade.

Este texto é apenas uma pequena degustação de Inteligência Emocional. É para promover um contato com o tema e provocar o interesse para  saber mais.


Referências

GOLEMAN, Daniel. Inteligencia Emocional.Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Palestra . Video Siamar 2005.

 


*Bete D`Elia

Graduada em Português-Francês pela USP - Universidade de São Paulo, Especialização em Psicologia Universal, pelo Psyko Universal Instituto de Desenvolvimento. É Coach com formação pelo IDHL – Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi. Palestrante e Facilitadora em treinamentos, Cursos e Workshops. Consultora para profissionais da Gestão Empresarial, no setor público e privado, com destaque no Segmento Secretarial. É Articulista das Revistas Ser Mais e Vocação Pública e em sites de Gestão e Áreas Secretariais. É Editora Adjunta da Revista de Gestão e Secretariado, GeSec, classificada como Qualis B3 pela CAPES.
Autora do Livro Profissionalismo – Não dá para não ter – Editora Gente.

É co-autora dos seguintes Livros:
  • As novas Competências do Profissional de Secretariado pela Editora IOB Thomson;
  • Gestão do Tempo e Produtividade – pela Editora Ser Mais;
  • Coaching e Mentoring – pela Editora Ser Mais;
  • Coordenadora com Magali Amorim e Maurício Sita do Livro Excelência no Secretariado, também pela Editora Ser Mais;
  • Organizadora com Cibele Barsalini Martins do livro Modelos de Gestão no Contexto do Profissional de Secretariado, pela Editora UFSC.
 Diretora Toucher Desenvolvimento Humano Ltda.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tudo é comunicação!



Tudo é comunicação!




*Anelise Colet

Concorda, caro leitor?

Não é necessário explicar o significado dessa palavra, que tem mais de cem definições, e diversas aplicações, a ninguém. O conceito, já assimilado, é compreendido, incorporado e utilizado por todos.  

Você já percebeu como estamos nos apropriando das formas de comunicação atualmente? Ao longo das últimas três décadas do século XIX era comum ouvirmos que estávamos na “Era da Comunicação”.  Esse conceito surgiu com o crescimento no número de tecnologias de informação e comunicação, maiores responsáveis pelo aprofundamento internacional da integração econômicasocialcultural e política denominada Globalização. Os teóricos e estudiosos contemporâneos já não se referem dessa forma quando abordam a facilidade de comunicar, porém não deixam de considerar a transformação que as novas tecnologias proporcionam. Se agora a Era da Comunicação cedeu lugar a Era Digital, o que vemos acontecer é a comunicação instantânea, a conexão.

Perceba, caro, que o objetivo principal ainda continua o mesmo: o homem. Independentemente do meio, do suporte, do canal, do instrumento, do código, ou qualquer outra variante, sempre falaremos sobre atingir pessoas. Quando o ser humano conta com a primeira tecnologia disponível, sua boca, ou quando fica conectado a todo o planeta por meio de instrumentos sofisticados, o objetivo final da mais primitiva habilidade humana é o homem.
E os homens estão nas organizações. E nelas, a comunicação é considerada ferramenta estratégica nas relações profissionais. Intimamente ligada ao planejamento, à organização e à liderança, a comunicação organizacional eficiente modifica a realidade empresarial, influenciando clientes internos e externos, relacionando-se diretamente com os resultados diários.

Se é quase impossível que um profissional seja bem-sucedido sem que se comunique eficientemente, ao profissional de secretariado, da mesma forma, é fundamental. O papel do secretariado nas organizações, ampliado a partir do reconhecimento profissional e de novas exigências, perpassa suas múltiplas instâncias. Somos aqueles que conhecem toda a empresa, que contatam gestores, colaboradores e clientes. E mais: o profissional de secretariado tem a importante tarefa de promover a interação através de uma comunicação linear, correta, acurada.

Lembro, como se hoje fosse, a primeira aula de Língua Portuguesa no Curso de Tecnologia do Secretariado. A professora, interessada em despertar nas novas alunas o interesse pela boa escrita, apresentou-nos um divertido texto de Izidoro Blikstein intitulado “Quem não escreve bem... perde o trem!”. Nele um gestor solicita à sua secretária, que providencie uma viagem de negócios para o dia seguinte. A história se desenrola a partir de um bilhete mal escrito e você já pode imaginar o seu desfecho.

Bilhetes, recados, circulares, ofícios, requerimentos ou qualquer produção textual que passe pela mão de um profissional de secretariado não pode ser mal escrito. A importância de uma comunicação, interna ou externa, de uma organização não pode ficar a mercê de equívocos, de duplos sentidos ou de interpretações errôneas. Da correta expressão depende, muitas vezes, o sucesso de um projeto. Por isso a exigência técnica de domínio do idioma precisa ser requisito para seleção e contratação desse profissional.

Dividir para conquistar! Esse é o espírito da comunicação nos nossos dias. Nesse primeiro texto toco no assunto de forma abrangente para apresentar e para contextualizar. Nos próximos, vamos discutir especificidades da importância do tema para o profissional de secretariado nas organizações.
O texto de Izidoro Blikstein você pode conferir nesse link:

Até breve, pessoal!

       



*Anelise Colet é Secretária, graduada em Tecnologia do Secretariado pela Faculdade Brasiliense de Educação, acadêmica de Letras/Espanhol pela Universidade Federal de Pelotas, leitora e apreciadora de bons textos.


terça-feira, 24 de maio de 2016

A era da polivalência




A era da polivalência

Olivo Tiago Giotto*


     O cenário econômico atual é muito incerto. O Brasil enfrenta uma das suas mais severas instabilidades político-econômicas de sua história. Esta instabilidade ocasionou um descrédito externo para investimento no país.

     Internamente as empresas estão permanentemente revendo seus custos, otimizando processos e cortando gastos, principalmente, com pessoal. São apresentados nos mais diversos meios de comunicação, notícias do fechamento de postos de trabalho e, até mesmo, de empresas.

     É, sem sombra de dúvida, um momento muito delicado para quem perde o seu emprego. No entanto, para as empresas o enxugamento de postos de trabalho pode ser a única forma de poder salvar o negócio e vencer este momento sombrio.

     Na hora de efetuar cortes na área de pessoal, algumas empresas procuram levantar critérios para o desligamento. Existem empresas que adotam o critério do desempenho. Assim, se recorre aos bancos de dados e às avaliações de desempenho anteriores para encontrar indícios de desempenho decrescente anterior.

     Para atravessar períodos difíceis as empresas precisarão contar com um perfil especial de equipe. Precisará de pessoas que conseguem produzir mediante relativa pressão. A pressão pode ser interna e/ou externa. Será interna quando os níveis superiores aumentarem metas e desafios em geral. Será externa por parte do cliente que está a cada dia que passa com menos dinheiro disponível e quer o melhor produto ou serviço.

     Além de produzir mediante pressão, é fundamental ser polivalente. Períodos adversos exigem a capacidade de fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo. Seja no gerenciamento ou na busca e sistematização de informação que servirão para futuras tomadas de decisões.

     O profissional de Secretariado Executivo tem sua formação desenvolvida dentro deste contexto. Ao observar a composição do currículo de sua formação é comum encontrar disciplinas que desenvolvem sua capacidade técnica e humana para fazer frente com naturalidade ao cenário que se apresenta.

     No que se refere à capacidade técnica de sua formação, constata-se o conhecimento sistêmico das empresas a partir das disciplinas do eixo Assessoria Executivo. Estas desenvolvidas mediante as disciplinas de gestão administrativa e secretarial. Também se soma as mais variadas atividades oriundas das práticas, as quais desenvolvem habilidades na interface cotidiana organizacional. Já das capacidades humanas, o respaldo é oriundo de várias disciplinas que têm como objetivo o desenvolvimento de atitudes de flexibilidade, trabalho em equipe, engajamento, relacionamento interpessoal, comunicação oral e escrita, solução de conflitos, entre outros. O que conferem um caráter de adaptabilidade interpessoal e presença proativa do profissional em momentos mais delicados.

     As empresas que podem contar com os atributos deste profissional polivalente em momentos conturbados como os atuais, com toda a certeza apresentam condições de uma alternativa diferenciada e combativa à altura dos desafios que se apresentam. Trata-se de um profissional com capacidade de entender a gravidade do momento e fixar-se nas dimensões das oportunidades que também se apresentam em todos os momentos críticos
                                                                                                                                                         

*Olivo Tiago Giotto possui graduação em Administração e Especialização em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade de Passo Fundo, na qual atua como docente no curso de Administração. É Coordenador Adjunto do Curso de Administração Campus Sarandi da Universidade de Passo Fundo. Mestre em Administração pelo Programa de Mestrado em Administração da Fundação Universidade de Blumenau - SC.