terça-feira, 17 de maio de 2016

Encontro da Mulher: inovação, saúde e bem-estar


CTCAN e acadêmicas do Secretariado Executivo realizam Encontro da Mulher




A primeira edição do Encontro da Mulher: inovação, saúde e bem-estar, ocorreu nos dias 12 e 13 de maio, no auditório da Faculdade de Medicina da UPF, organizada pelo Centro de Tratamento do Câncer – CTCAN e curso de Secretariado Executivo da UPF. O evento surgiu a partir do estágio profissional supervisionado das acadêmicas Giulia Almeida Fornari e Daniela Erig Surkamp do curso Secretariado Executivo da Universidade de Passo Fundo, orientadas pela professora Ma. Josete Passamani Stocco. A equipe do Interação Secretariado esteve na noite de abertura e agora compartilha com vocês.

               Fonte: Equipe Interação Secretariado


A primeira noite do evento contou com a palestra do Médico Felipe Thomé, Oncologista, que falou sobre câncer de mama, enfatizando aspectos e fatores de risco, prevenção e respondendo perguntas dos participantes.


Fonte: Equipe Interação Secretariado
      



O palestrante da noite, em entrevista ao blog, falou sobre a importância deste tipo de evento, por trazer informações a comunidade e contribuir para que as mulheres mudem seus hábitos de vida, fazendo o autoexame de mamas, indo ao médico e fazendo os exames de rotina, inclusive, parabenizou as organizadoras pelo evento.

Fonte: Equipe Interação Secretariado


Após a palestra, o público pode se emocionar com o depoimento de Simone Fantinell Viegas, paciente do CTCAN, a qual também frisou a importância do evento para auxiliar na prevenção e detecção do câncer de mama através da informação, ressaltando a boa organização do encontro.

       O Interação Secretariado também conversou com o Administrador do CTCAN, Cassio Gonçalves, que disse não estar surpreso com a habilidade dos Secretários Executivos na organização de eventos, uma vez que demanda capacidade de gestão e organização, característica já esperada destes profissionais. O mesmo ressaltou a importância das atividades práticas nos cursos de nível superior e se mostrou satisfeito com o evento.
Apesar dos desafios e do pouco tempo, as acadêmicas disseram estar muito contentes com a primeira noite do evento.

Na foto abaixo: Simone Fantinell Viegas, Felipe Thomé, Josete Passamani Stocco, Daniela Erig Surkamp, Giulia Almeida Fornari e Cassio Gonçalves.
Fonte: Equipe Interação Secretariado


O evento teve prosseguimento na sexta-feira, 13/05, quando contou com a palestra da professora Ma. Caroline de Fátima Matiello Vaz, que falou sobre etiqueta, comportamento e postura no mercado de trabalho. Após, a Secretária Executiva do CTCAN, Emanuelle Cavalheiro, trouxe seu depoimento sobre a experiência na área secretarial, junto ao centro.Ao final de ambas as noites do evento, foi oferecido um coquetel aos participantes.





O curso de Secretariado Executivo: uma percepção pessoal


Disponível em: https://osegredo.com.br

O curso de Secretariado Executivo: 
uma percepção pessoal

*Daniel Lima





        Em textos com rigor científico é aconselhável que o autor mantenha a impessoalidade, muito embora muitos defendam que essa dissociação com os valores pessoais seja impossível. Como este não é um texto científico, tomo a liberdade de escrever na primeira pessoa. Lembro como se fosse ontem a escolha do curso de Secretariado Executivo. Secretariado Executivo? Que bicho será esse? Um curso, no mínimo, diferente. Gostei do diferente.

        Mas a verdade é que, assim como a maioria dos jovens, eu entrava na faculdade para cumprir um rito de passagem, esperado pelos nossos pais e pela sociedade em geral, com uma visão míope e um conhecimento muito limitado e artificial sobre o tal de Secretariado Executivo. A primeira espiada no currículo do curso revelou que, apesar de fazer parte das Ciências Humanas, havia também muitas disciplinas das Ciências Exatas, a exemplo de finanças e contabilidade. Com o tempo, percebi que o objetivo dessa diversidade é justamente preparar um profissional adaptável e multifuncional capaz de suprir fraquezas dos mais variados setores da organização, profissional este cada vez mais escasso, por sinal.


        Uma luta constante do corpo discente de Secretariado é por um maior reconhecimento do curso no mercado de trabalho. Tive a oportunidade de estudar em universidades estrangeiras e sempre me perguntei o que as difere de uma universidade brasileira. Seria a infraestrutura? Seria a qualificação dos professores? Nada disso, o que as difere é o comportamento dos alunos! Enquanto aqui o professor precisa dar tempo para leitura do que deveria ter sido lido em casa, e ainda assim, aplicativos de celular constituem forte tentação, no exterior a competitividade começa em sala de aula. Portanto, não cabe delegar a responsabilidade de promover o curso à instituição, à coordenação ou aos professores, mas nós, alunos de secretariado, devemos buscar o aprimoramento constante, no intuito de nos diferenciar no mercado para, no médio prazo, conquistar o tão querido reconhecimento.


       Por fim, após 10 anos de formado, lembro do período de faculdade com carinho, e sempre que o faço, a lembrança esboça um sorriso, mesmo quando estou caminhando na rua, o que me dá a certeza de que tomei a decisão certa no que tange a escolha do curso. E quando penso em tudo que poderia ter feito com o dinheiro das mensalidades, logo me vem à mente aquele ditado popular que diz: “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância!”.




    
*Daniel Lima é formado em Secretariado Executivo Bilíngue pela UPF em 2005. Pós-graduado em Comércio e Relações Internacionais pela UCS em 2007 (incluindo módulo internacional na UADE - Universidad Argentina de la Empresa em Buenos Aires/Argentina). Mestre em Administração pela UFRGS em 2014 (incluindo módulos internacionais na HEC - Hautes Etudes Commerciales em Paris/França e EADA - Escuela de Alta Direction y Administracion em Barcelona/Espanha). Doutorando em Administração pela USCS - Universidade de São Caetano do Sul (SP) em andamento. CARGO ATUAL: Diretor do CCAA.







segunda-feira, 16 de maio de 2016

1º Fórum Integrador do Grupo de Trabalho Nacional






Fonte: divulgação SINSESP



1º Fórum Integrador do Grupo de Trabalho Nacional





O Grupo de Trabalho Nacional – GTN, criado no Congresso Internacional de Secretariado - COINS 2015, realizou no dia 30 de abril de 2016 o 1º Fórum Integrador do GTN, tendo por local a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP, no bairro da Liberdade em São Paulo. O evento reuniu docentes e coordenadores de cursos de Secretariado, integrantes do GTN e pesquisadores.

O Grupo de Trabalho Nacional tem como objetivo mobilizar especialistas, profissionais, estudantes, estagiários e professores de Secretariado atuantes nos setores público e privado, para promover debates e trocas de experiências sobre a profissão, identificando iniciativas e implementando ações que promovam o fortalecimento da categoria em nível nacional.

Foi exatamente com esse propósito que o 1º Fórum se desenvolveu. A programação iniciou com as boas-vindas aos participantes, a cargo da Presidente do Sindicato das(os) Secretárias(os) do Estado de São Paulo - SINSESP, Isabel Baptista e da Consultora e também integrante do GTN, Bete D’Elia. Na sequência ocorreu a apresentação das Melhores Práticas de Gestão e Promoção do Secretariado por professores e coordenadores. A primeira rodada de apresentações, realizada pela manhã, contou com a participação das professoras: Ariane Serafim (Centro Paula Souza/SP), Caroline de Fátima Matiello Vaz (UPF/RS), Simara Rodrigues (UNIP/Brasília/DF) e Renira Appa (FECAP/SP). A segunda rodada, desenvolvida no turno da tarde, teve a participação das seguintes professoras: Ana Maria Santana Martins (Metodista/SP), Cibele Barsalini Martins (UFSC/SC), Magali Amorim (FATEC/SP) e Marília Gabriela Lobato (UNIFAP/AP).

Além da apresentação das Melhores Práticas, ocorreram também duas palestras, a primeira tendo como tema “Educação Profissional do Secretariado: repensando estratégias”, ministrada por Claudius D’artagnan e “DNA: desafios, natureza e atitude”, ministrada por Walmir Cedotti.

O evento foi organizado pelo SINSESP com apoio da FECAP/SP. Cabe ressaltar que o Fórum configurou apenas uma das muitas ações que vêm sendo desenvolvidas pelo GTN.

Fonte: Equipe Interação Secretariado.

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Créditos da foto: Emili Martins Santos


sexta-feira, 13 de maio de 2016

O que a Sociologia tem a dizer sobre o Secretariado Executivo?


 Fonte:http://professor-e-filosofo-michel-gustavo.blogspot.com.br/
                                           

O Que a Sociologia Tem a Dizer Sobre o Secretariado Executivo?



Gênero e a Profissão de Secretário Executivo


*Ivan Penteado Dourado


Um dos pontos mais discutidos atualmente nas profissões é a origem moderna destas. Podemos recordar o mundo antigo e identificar os primeiros profissionais que lembram nossa profissão, porém, isso pode esconder os processos ocorridos com o advento da modernidade. Ser um profissional que presta assessoria para outros profissionais de maior status ou mesmo superiores na hierarquia de comando ou no patamar salarial apresentam particularidades históricas marcadas, entre outras questões, pelo gênero. Podemos pegar os profissionais de limpeza, os técnicos em enfermagem, os enfermeiros (coloquei no masculino, exatamente para mostrar que normalmente estas profissões são colocadas no feminino, e coincidentemente ou não, são ocupados hegemonicamente por mulheres).

Essa discussão está presente em diferentes profissões, na formação superior em Secretariado Executivo isso não é diferente. Chamar a profissão no feminino revela uma concepção socialmente compartilhada de secretariar, como função “de mulher”, o que na sociologia chamamos de senso comum ou entendimento compartilhado sem reflexão. Ou seja, como vejo só mulheres realizando essa atividade, ela se torna uma profissão feminina. Mas isso não explica profundamente esse processo, ou seja, o que leva as mulheres a optarem por profissões consideradas “femininas”?

Se resgatarmos as profissões entendidas nesta perspectiva, é possível identificar que muitas delas são desdobramentos de funções que a mulher já desempenhava “no lar”. Limpar a casa, cuidar dos filhos e dos enfermos, organizar os compromissos do marido e etc. Essa função feminina não é natural, ela é socialmente construída, em grande medida pela educação doméstica que passa de pai para filho, mãe para filha e são mantidas dentro do lar. Assim, as lógicas de gênero que o formaram (ou seja, reprodução de comportamentos aceitos pela sociedade), definem a forma de pensar e agir posteriormente na escola e na sociedade.  

Mesmo após as vitórias dos movimentos feministas e a abertura do mercado de trabalho para o ingresso massivo de mulheres, essa “educação doméstica” tende a reproduzir essas “aptidões aprendidas em casa” refletindo nas suas escolhas profissionais futuras. Sociologicamente não estamos dizendo que: “toda a mulher será assim”, mas estamos identificando o peso que essa educação familiar tem na escolha futura da sua profissão. No caso das secretárias (sem ensino superior, de formação técnica ou mesmo sem formação para tal), é muitas vezes entendida como um mero acessório feminino para uma maioria de empresários homens, gerentes e doutores, que contratam mulheres para controlar agenda, receber pessoas, atender telefone e na organização de documentos. Essa visão de senso comum que coloca a mulher (em sua profissão), como mero apêndice técnico dos homens, fazem de suas profissões algo menor e inferior, de fácil substituição, por esses e outros motivos são colocados direto no feminino (exemplo, as secretárias). Uma ótima dica ilustrativa que lida indiretamente com esse tema e de sucesso mundial é a série de televisão chamada Mad Man.  

No caso do Secretariado Executivo, um curso de nível superior que forma secretárias para funções muito além de ações técnicas, demandando destes profissionais uma formação acadêmica em gestão de processos, necessitando dominar no mínimo duas ou mais línguas estrangeiras, com perfil profissional diferenciado e pró-ativo, dentro e fora do espaço universitário. Porém, fora do seu curso e do convívio com seus pares, este profissional terá grande chance de ser confundido com a profissão técnica de secretária. Isso se reflete na própria definição socialmente compartilhada de senso comum referente à profissão, tende a carregar por muitos anos ainda, o entendimento de que secretário executivo e secretário técnico não diferem na prática (sendo chamada de secretária executiva, mesmo que tenham homens que busquem essa formação).

Se o desejo destes profissionais é romper com esses princípios preconceituosos e machistas de senso comum em sua profissão, não bastará proibir o profissional de escrever e se apresentar como secretária executiva, ou mesmo constatar o problema e reclamar “que a sociedade é assim”. É necessário que este profissional, entenda sociologicamente a construção social do machismo e do preconceito, que existe dentro e fora do espaço universitário, dentro e fora das empresas. Ou seja, o profissional precisará ser mais que um bom profissional, precisará sair da universidade com uma formação universal, compreendendo que sua profissão está inscrita em uma realidade desigual no que diz respeito ao gênero em uma sociedade machista e a profissão, em uma sociedade hierárquica. Ser secretário executivo no Brasil hoje demanda um duplo papel, político e organizacional. O primeiro firmando um compromisso ético de superação do machismo e do preconceito, sem com isso, perder de vista seu papel na imprescindível estrutura organizacional das empresas e organizações modernas.      




*Ivan Penteado Dourado
Professor de Sociologia – UPF
Mestre em Ciências Sociais
Doutorando em Educação
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